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  • Ana Vogado

Dia Mundial da Esclerose Múltipla: tipos de tratamento e conscientização sobre sintomas invisíveis


Comemora-se hoje, 30 de maio, o Dia Mundial da Esclerose Múltipla, criado pela Federação Internacional de Esclerose Múltipla, em 2009.

A esclerose múltipla (EM) é uma doença autoimune que compromete a função do sistema nervoso, em decorrência de falha do sistema imunológico, que confunde células saudáveis com invasoras, ocasionando distúrbios na comunicação entre o cérebro e o corpo.


A EM acomete cerca de 2,3 milhões de pessoas no mundo atualmente, sendo provável que outras centenas de milhares permaneçam sem diagnóstico. Majoritariamente, a enfermidade é diagnosticada entre os 25 e os 31 anos de idade, com duas vezes mais casos na população feminina em relação à masculina.


Embora a causa da EM seja desconhecida e não haja cura, existem tratamentos disponíveis, como, por exemplo, o Natalizumabe (Tysabri).


A Agência Nacional de Saúde (ANS) disponibiliza, a cada dois anos, rol de cobertura mínima que os planos de saúde devem oferecer, contendo novos procedimentos — entre exames, terapias e cirurgias que atendem diferentes especialidades — e a ampliação de cobertura para outros procedimentos, incluindo medicamentos.


A última lista divulgada pela ANS está em vigor desde o dia 02 de janeiro de 2018 e, pela primeira vez, prevê um medicamento para o tratamento da EM — o imunobiológico Natalizumabe (Tysabri) — em seu rol de procedimentos obrigatórios.


Os procedimentos e medicamentos previstos pela ANS são de observância obrigatória em relação aos planos privados de assistência à saúde contratados a partir de 1° de janeiro de 1999 — os planos novos —, ou adaptados conforme a Lei n° 9.656/98. A lista de procedimentos obrigatórios é atualizada bienalmente e está vinculada a critérios científicos de segurança, efetividade e eficiência.


Deste modo, atualmente, os planos de saúde são obrigados a fornecer o Natalizumabe (Tysabri) aos clientes portadores da EM, garantindo pelo menos uma das formas de tratamento para a enfermidade.


As operadoras de planos de saúde poderão, ainda, oferecer cobertura maior do que a mínima prevista pela ANS. Para isso, deve haver previsão expressa no instrumento contratual referente ao plano privado de assistência à saúde.

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